sábado, 27 de agosto de 2011

QUANTOS LADOS TEM A VIDA???

Você seria capaz de me dizer quantos lados a vida tem? E uma única história? Nossa, elas podem ter 2, 3, 4, 10 e até 1.000 lados, acredite!
Até bem pouco tempo (e falo em minutos!) eu achava que de qualquer lado que a pessoa estivesse, ela seria capaz de ver o meu. Achava que lá da posição dela, ela conseguia ver o que eu via, o meu painel de apresentação daquele episódio da vida. Mas eu descobri que cada lado é um lado mesmo. Cada lado é como um cômodo. Fechado. Lacrado. Com entrada e saída permitida só pra quem está disposto a defender o que se fala e o que se passa NAQUELE lado específico.
Eu achava que, posicionando minhas defesas – e até meus ataques, eu seria capaz de mostrá-los a quem estivesse em outros ângulos levantando a bandeira dos seus.
Mas eu entendi que isso é quase sempre impossível. Determinado e escolhido o lado em que nos posicionamos, nos comportamos como peças coloridas em jogo de tabuleiro: você até pode achar a outra cor bonita, mas jamais permitirá – com alegria e satisfação – que ela avance e passe as casas à sua frente.
Depois que escolhemos nosso lado na história e na vida, defendemos tudo o que faz parte daquilo com unhas e dentes. E todos os demais também. É cada um defendendo sua verdade, suas razões e seus sentimentos. Não dá pra largar o osso e vir correndo pra saber os meus porquês e o que se passa no MEU coração. Eu já entendi...
Do mesmo jeito que é importante pra mim, é importante para ele, e para o outro e para o outro... e assim vai. Cada um com suas coisas importantes da vida!
            E quando prevemos a força que precisamos ter nos braços para levantar essa ou aquela bandeira (e a força será determinada a partir do tamanho da bandeira que queremos levantar!), é preciso saber que outros braços também estão se fortalecendo por conta de seus estandartes... e aí, é preparar o coração pra que essa batalha não vire guerra, e pra que a força dos braços não machuque ninguém...

Como eu descobri isso?

É que sempre passeia uma Iguana espertinha no meu “jardim da vida” e ela costuma me dar umas dicas valiosas, às vezes com poucas palavras... mas sempre com muita profundidade e valia. E eu costumo ouvir tudo com muita atenção... e usar!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

TÔ DE SACO CHEIO DE SER GENTE...

Hoje eu escrevi essa frase para uma querida, e depois, refletindo sobre esse desabafo pesado e cheio de verdade, percebi que foi o que disse de mais sincero hoje...

Tenho tristeza de ver como gente complica, distorce, mistura, confunde, ataca, machuca, não reconhece, afronta, pisa... Gente é complicada demais, e mexer com gente, mais complicado ainda!

Bicho é alegre por natureza. Só mata quando está em perigo de morte ou quando precisa de alimento pra sobreviver. Bicho não mata por matar!

Bicho não mete a pata ou as garras na cara do outro só porque precisa de um capítulo a mais pra vida ficar interessante e ter enredo.

Bicho reconhece carinho, cuidado e zelo. Bicho que recebe amor devolve afago. Bicho que recebe carinho abana o rabo, lambe o rosto e pula de alegria. Bicho não finge que não reconhece sentimentos.

Bicho não inventa motivo, nem supervaloriza uma crise pra ter desculpa pra ficar de bico, dar gelo, sumir, esquecer...

Bicho não ataca outro bicho simplesmente porque está irritado. É preciso um motivo forte, uma ameaça de perda de espaço, de companhia, de apoio. Até bicho reconhece isso...

Mas aí, no dia a dia, é com gente que eu lido... e é gente que eu sou. E vejo gente atacando gente de graça, gente machucando gente por motivo nenhum, gente fazendo tudo o que pode a vida inteira POR AMOR e ser acusada de tudo o que há de pior.

Gente não gosta de gente. Gente parece que nem gosta de ser feliz... Gente é complicada, confusa, ingrata, cega... gente é bicho perigoso, porque não precisa de motivo pra virar do avesso. Quando está afim de atacar, inventa razão.
Gente dá medo...

Bom, nem toda gente... mas algumas são de arrepiar!

O que eu sei, é que hoje eu senti muita vontade de ser bicho!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

MALDITA FOGUEIRA DE SUTIÃS!

         Hoje, depois de ter sido deixada na mão pela minha empregada doméstica e ter que ME VIRAR pra dar conta das 2 filhas e da agenda cheia, de ter sido socorrida pela minha irmã que me disse para levá-las à casa dela, de ter gravação no estúdio (demorada), matéria pra fazer e meninas chorando e querendo chamar a atenção porque mal vêem a mamãe aqui, parei – DE NOVO – para questionar a DROGA do movimento feminista! Sim, esse mesmo que nos colocou nessa situação deprimente, nessa condição de máquinas e robôs que NÃO SOMOS!
         Hoje eu tive ÓDIO! Ódio de ver-da-de! Eu disse que se encontrasse uma daquelas INCONSEQUENTENTES que fizeram aquela MALDITA FOGUEIRA DE SUTIÃS exigindo que fôssemos tratadas com igualdade perante os homens, eu juro – juro mesmo – que, mesmo sendo totalmente covarde para isso, aprenderia e praticaria TORTURA!

         Como pode uma pessoa, em sã consciência, achar que UM ÚNICO SER HUMANO é capaz de:
Þ    manter uma casa em ordem (mesmo com empregadas, sabemos que quem “olha por último” somos nós!);
Þ    de dar conta da educação dos filhos (e quando falo educação é EDUCAÇÃO DE VERDADE, não essa “lambidinha de leve de hoje em dia!);
Þ    de manter a beleza em dia (isso é importante, ta gente? É porque temos esquecido que somos MULHERES e começamos a achar isso futilidade. MAS NÃO É!);

...e de – ainda por cima:
Þ    conseguir ser uma EXCELENTE profissional (pois o mercado de trabalho não quer ninguém “mais ou menos”!);
Þ    ter tempo para resolver os pepinos que vêm dos telefonemas dos filhos e da empregada (sim, aquela!) durante o dia;
Þ    providenciar um cardápio saudável para a família;
Þ    resolver o transporte dos filhos para a escola, o inglês, a natação, o futsal, o balé e o que mais ele resolver que quer fazer;
Þ    ganhar o suficiente para bancar todas as suas próprias contas e, pelo menos, uma conta da casa;
Þ    ganhar pra isso, dar conta disso e ainda ter uma reserva no banco (porque TEM QUE POUPAR!);

e...
  
Þ    SER LINDA, CHEIROSA, GOSTOSA, SEM CELULITE, TER AS PERNAS DA NICOLE BAHLS, A BUNDA DA JUJU PANICAT, A PELE DA MARIANA XIMENES, O CABELO DA GISELE BUNDCHEN E MORREEEEEEEEEER DE TESÃO TODA NOITE!

Gente, que MÁQUINA (ou bicho) aquelas malucas acharam que nós poderíamos nos tornar???? E se queriam IGUALDADE, eu te pergunto: QUAL A VANTAGEM QUE TIVEMOS EM SERMOS TRATADAS COMO HOMENS??
Olha as belezuras que ganhamos:

Þ    O direito de poder VOTAR NUM PAÍS DE LADRÕES. E viva a democracia!
Þ    Podemos sair para trabalhar, e com isso, podemos deixar nossos filhos nas mãos de qualquer pessoa, que pode ensinar qualquer m&rda, e ainda maltratá-los (mas que bom que podemos instalar câmeras de vídeo em nossa casa tooooooooooda, né? A tecnologia a favor da facilidade!)
Þ    Podemos também passar o dia todo na empresa, mas temos o DIREITO de chegar em casa e verificar as atividades dos filhos, as tarefas da empregada, a limpeza dos cômodos, a organização dos armários, o que tem e o que está faltando na geladeira e na dispensa, verificar a mochila e a merendeira dos pequenos, as solicitações do marido... e por aí vai!

Þ    Podemos ficar na internet, fazer uma faculdade a distância (porque não há horários disponíveis para a convencional), conhecer assuntos bacanas e formarmos opinão a respeito de vários assuntos (mesmo sabendo que viramos um conjunto de PERNAS, PEITO E BUNDA facilmente admirados nas revistas de nu artístico ou nas novelas “calientes”, até mesmo das 17h)
Þ    Podemos nos comportar como fêmeas que somos, mesmo tendo que ser MACHO na hora de ajudar a bancar as contas da casa!

Houve um tempo em que a mulher era a base de um lar. Era ela quem dava suporte emocional – e de educação mesmo – aos seus filhos. Feio era deixar seu lar para cuidar das coisas dos outros, ou se permitir fazer aquilo que só interessasse à ela própria.
Hoje é feio querer cuidar do nosso ninho, dos nossos pequenos, dos que eles vêem, comem ou fazem. É feio parar para ir ao salão, pois não há tempo para as futilidades. É feio marcar um encontro com as amigas (e seus filhos) pois todos são muito ocupados para permitirem-se VIVER.

Hoje eu senti ÓDIO daquelas mulheres que falaram por mim e que mudaram a minha vida sem me consultar.
Por CULPA delas, mal vejo minhas filhas crescerem, mal tenho tempo pra mim e para meu marido, mal tenho disposição para as coisas da vida e sou obrigada a viver nas mãos de quem trabalha na minha casa, porque se eu exigir demais ela vai embora e eu preciso parar meu trabalho... ou pior: pode machucar minhas filhas.
Isso é CONQUISTA? Isso é VITÓRIA?
Não queria parar de produzir, entendam! AMO meu trabalho e me realizo porque GOSTO de fazê-lo... Só não queria esse RITMO!
Que me desculpem as DESBRAVADORAS, mas eu preferia viver sob o sossego do meu teto, produzindo coisas bacanas sem pressa e sem pressão... no tempo que fosse possível, da forma como pudesse encaixar o horário da minha casa, das minhas filhas, do meu amor e DA MINHA VIDA – que eu perco aceitando que é preciso fazer tudo ao mesmo tempo e não tendo tempo pra fazer o que realmente importa!
          Eu acho que eu perdi....

sábado, 23 de julho de 2011

JOÃO, O MAESTRO

        “Como você é leve! Tenho experiência em dar entrevistas por aí, e te digo que você faz isso com uma naturalidade incrível!”
         Essa frase foi dita pra mim. Hoje! E não a recebi como elogio, mas como presente!
         Trabalho com TV há quase 1 década, e digo que poucos foram os artistas e personalidades que me deixaram nervosa para uma entrevista. Não que eu seja tão segura assim, mas é que me considero tão cara de pau e “desenrolada” que sempre tive aquela sensação gostosa: “Vai ser tranqüilo, é só uma conversa, garota!”. Mas já estive diante de artistas que me fizeram “amarelar”. A pergunta sumia, o contexto do assunto desaparecia e eu, TREMIA! Foi assim com Fábio Jr, com o Evandro Mesquita e com a Ivete Sangalo também. Hoje aconteceu de novo!
         Vou confessar logo para não parecer falsidade minha: EU NÃO ERA FÃ DO CARA! Não que eu tivesse algo contra, mas é que até vê-lo no capítulo final da novela VIVER A VIDA, não conhecia seu trabalho! Mas naquele dia, ouvindo sua história de vida, de garra e superação naquele depoimento de encerramento do capítulo – e da novela – eu o vi, o conheci e me emocionei. Rasgando o verbo, eu achei O CARA UM FENÔMENO, e de lá pra cá, toda vez que o via em algum programa, site, foto ou notícia, meus olhos ficavam vidrados e minha atenção era toda dele!
MAESTRO JOÃO CARLOS MARTINS
Ele esteve aqui para ministrar uma palestra, tocar (olha que HONRA!!!), nos fazer rir e nos emocionar, óbvio! E, antes da palestra começar, fizemos a nossa entrevista. Eu tremi, eu queria gritar, queria abraçar e dizer o quanto eu me sentia honrada! E aviso: Só não gritei!
Foi lindo! Foi grandioso! Foi emocionante! Foi tudo!
         Em nossa entrevista ele não disse nada de surpreendente, de extraordinário ou de espantoso. Mas minha emoção deve-se ao fato dele ser uma das pessoas mais iluminadas e gentis que já tive a oportunidade de conhecer. Além disso, ele é o tipo de pessoa que tem uma energia ESPETACULAR! Coisa de arrepiar mesmo, sabe?! Coisa LINDA, isso sim!
         De cada capítulo de sua vida, ele fez canção. Dor, superação, angústia, alegria, realização. De tudo um pouco, ele sentiu.
         Sei que muitos pensam em sua história, em suas glórias e tristezas, e se vêem envolvidos com essa energia que ele emana, talvez, sem nem sentir ou saber! Mas nós, que sentimos nosso olhar preso àquele cabelo grisalho, àquelas piscadas de olhos firmes, àquele sorriso tão menino e àquele talento que é bem maior que o corpo que o carrega, sentimos! Eu senti e sinto! E nós, que somos grandes admiradores do cara, dedicamos à ele nossos pensamentos, palavras e até textos, como faço agora!
         Em 2013 ganharemos algo grandioso de presente: Um filme contando a vida dele! E sei porque foi o próprio maestro quem me contou (num bate papo gostoso e sem pressa que veio logo a seguir da entrevista!)!
         Termino meu texto repetindo que foi uma honra ter falado e ouvido o GRANDE homem que é JOÃO CARLOS MARTINS, e encerro pedindo licença à ele por já usar o nome do filme para batizar essa minha pequena – mas muito sincera - homenagem. Mas é que não tinha como ser diferente.

         “Ao senhor, JOÃO – O MAESTRO – o meu agradecimento mais profundo, mais sincero e mais feliz!”


P.S: “Você tem dentes lindos!” Foi assim que ele se despediu de mim! Você acha que eu fiquei boba? Acertou! ;-)