domingo, 29 de maio de 2011

AMOR PARA MAIS DE UMA VIDA...

Dedico esse carinho às minhas filhas que vieram para inundar minha vida de amor e trazer para meus dias, ainda mais cor!



Nem só os santos são sagrados.
Nem só os astros, iluminados.
Nem todo sonho é ilusão.

Nem todo desejo é pecado.
Nem todo ser, lapidado.
Nem tudo o que é nosso fica em nossa mão.

Nem tudo o que é muito, é exagero.
Nem todo choro, desespero.
Nem toda semente brota no chão.

Nem toda barriga é banha.
Nem todo gritinho é de manha.
Nem tudo o que arde é paixão.

Nem tudo que é benção é descanso.
Nem tudo é sempre tão manso.
Nem todo anjo é sempre harpa, nuvem, algodão.

Nem tudo é ciência exata.
Nem tudo se faz sem errata.
Nem sempre se tem a receita do pão.

E mesmo com todo o cansaço,
No fim me sinto de aço.
E me refaço,
Sou imensidão.

Meu colo, recanto seguro.
Aqui, sempre do amor mais puro.
E mesmo na dúvida, certeza e razão.

Que minha luz sempre as proteja.
Que Deus as guie. Assim Seja!
E que nossa família seja sempre nosso chão.



quinta-feira, 19 de maio de 2011

CONSUMIDA E SEDUZIDA

         O novo tem me seduzido! E me consumido também, é verdade!
         Novo desafio profissional, nova experiência, nova equipe, novo formato. Tudo muito novo e gostoso, mas tudo muito mais intenso também. Por isso, tenho sido “consumida” pelo dever de fazer bem, de fazer melhor do que sempre fiz, de me dedicar ainda mais! E também por isso, tenho me sentido tão seduzida.
         Bom, mas o fato é que, seduzida ou não, estou sumida! Sumida de casa, sumida da vida das filhas, do marido, da rotina “normal”. Aí, hoje, depois de sair para almoçar quase na hora do lanche da tarde resolvi que correria para minhas pequetitas pra tentar compensar essa ausência das últimas semanas. Olhei a hora e vi que dava tempo de pegar a mais velha na aula da natação. “Vou lá mostrar à ela que mamãe ainda está ‘aqui’!”, pensei. E fui, feliz da vida!
         Cheguei lá e me deparei com uma linda sereinha, nadando com facilidade naquela “piscinona” que até bem pouco tempo me apavorava. Linda! Como cresceu desde a última vez que a vi naquele cenário... E que sorriso lindo ela me deu assim que bateu os olhos em mim!!!
         Sentada ao lado da piscina, não conseguia tirar os olhos dela, e a boca já estava dormente num sorriso que parecia não ter fim. Ela deixou os exercícios por um minuto e veio saber porquê eu estava lá. Respondi, simplesmente, que fui vê-la, e em troca ganhei um cheirinho, um estalinho doce e um “EU TE AMO” que muda a cor do dia de qualquer mãe.
         Enquanto eu a olhava hipnotizada, ela me buscava mil vezes com seus olhinhos também, e entre um sorriso cúmplice e outro, fazia os exercícios como forma de se exibir e de me presentear com cenas tão simples, mas tão ricas.
         Eu me rendi. Me rendo sempre! São essas baixinhas que mandam em mim, na minha vida e até no meu humor. E hoje, depois da rotina exaustiva, da fome que doía o estômago e do cansaço latente, eu ainda achei espaço pra ser feliz e mais nada! Só feliz! E digo que era só isso que cabia no meu peito!
         Depois de vê-la nadar, fazer os exercícios e brincar, fui lá enxugar, arrumar, parabenizar. Eu estava lá, junto dela! E isso não tem preço!!!!

         Dali fomos direto pra casa. À minha espera meu outro amorzinho - aliás, AMORZÃO - que ao me ver chegar antes da hora habitual, abriu os bracinhos e gritou o “Mamããããããããããe” mais gostoso dessa vida.
         Estava eu, a dona do ninho, pedindo que elas me “chocassem”, que me aquecessem com o amor que só vem delas, que só tem a temperatura certa quando elas estão perto... e fui prontamente atendida. Entre uma risada e outra, uma resmungada e outra, uma pirracinha e outra, um ABRAÇO E OUTRO, estava eu, mais feliz que nunca, me sentindo plenamente consumida e seduzida pelo amor mais lindo que eu já experimentei.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

EU QUERO, EU QUERO, EU QUERO!

             
         Quando eu era mais nova eu queria crescer. Cresci. Depois, quis aprender a dirigir. Aprendi. (Aí enjoei e não queria dirigir mais, mas não tinha mais jeito.) Depois disso já sonhava em me casar. Casei. Queria a minha casa. Compramos. Queria filhos. Tive duas. (LINDAS, por sinal!)

         Queria meu carro. Continuo querendo! Queria uma profissão. Tenho. Queria ser reconhecida pelo que sou e pelo que EU sei fazer. Consegui.

         Aí, comecei a complicar... Queria ser mãe 24h. Quase pirei. Queria me dedicar mais à carreira. Tive culpa por deixar as meninas, a casa e o marido de escanteio. Queria uma funcionária que cuidasse tão bem da minha casa e das minhas filhas quanto eu. Senti ciúmes. Queria não sentir ciúmes. Consegui. E depois perdi a funcionária.

         Queria cachorro. Tive. Mas também tive que dar. Sofri porque dei o cachorro. Sofri porque resolvi ter o cachorro sabendo que não podia ter. Sofri porque não queria gostar tanto de bicho, mas gosto!

         Bom, depois de muito querer x ter x conseguir x não conseguir x reclamar porque tive E porque não tive, cheguei à conclusão de que esse “vício” nos impulsiona e crescer, a ter ou ser mais, ter e ser além... Mas também nos inquieta, nos espeta, nos tira a paz. Sei que isso vai continuar porque é assim pra todo mundo. Isso eu já aprendi. Só não aprendi a parar de querer as coisas (e é bom não aprender, né?!).
         Hoje, me bastaria: fazer uma viagem de 10 dias com a família completa, depois outra de 5 dias só com o marido; tirar umas férias de 10 dias das duas viagens (porque viagens cansam!); um carro (continuo querendo); ganhar uns R$10.000,00 de surpresa (olha como sou modesta); um escritório e uma secretária que conseguisse me ajudar a organizar minha vida, minhas coisas e meus compromissos. (Tem mais uma listinha quase quilométrica à espreita, mas a relação daí de cima é de URGÊNCIA!)

         Se amanhã – ou semana que vem – eu conseguir essas coisas, começarei a querer outras, e aí venho contar pra você. Eu prometo! ;-)

quarta-feira, 11 de maio de 2011

JÁ SE PASSARAM 2 ANOS DESDE AQUELA MANHÃ...

         Era uma terça-feira. Acordamos às 5h - bem mais cedo que o habitual. Ainda estava escuro e o clima era agradável. Levantei animada, tirei o pijama e tomei um banho caprichado! Coloquei a roupa que já estava separada desde a véspera, calcei meus sapatinhos (os mais lindos, inclusive!), peguei a malinha com tudo o que eu e ela precisaríamos.

         Fui no quarto da Clara e dei um beijo nela, que dormia como um anjo que é! Fiz uma pequena oração, dei a mão ao Rafha e fomos. Fechamos a casa, entramos no carro e enquanto o portão se fechava, olhávamos e fazíamos outra oração. Ali dentro do carro medo, ansiedade, euforia e alegria se misturavam e nos deixavam inquietos.

         Chegamos lá. Outra pequena oração na hora de saltar! Fomos recolhendo tudo o que estava no carro e entramos. Polly e Tia Vera já nos esperavam. Abraços, fotos, sorrisos e planos. Muitos.

         Era dia 12 de maio de 2009. Terça-feira. Clima gostoso. Dia mais que esperado! Dia de nascer nossa HELENA.

         Eu, barriguda que só, estava louca pra ver minha princesinha, descobrir se eu havia feito alguém que – finalmente – fosse parecida comigo, pra saber se ela estava bem, se era perfeitinha, se estava saudável... Quanta lembrança boa! Que manhã mais gostosa!

         Quando fomos para o quarto, mais expectativa. Arrumamos as lembrancinhas, tiramos mais fotos, fizemos vários esquemas táticos para que todos os familiares e amigos fossem avisados do nascimento daquela que, sem dúvida, vinha para renovar tudo em nós!

         Hora de colocar o avental, o sapatinho e a touca para ir para o Centro Cirúrgico. Nas mãos, a oração da Nossa Senhora do Bom Parto que era lida e relida inúmeras vezes. “Proteja-nos, Mãezinha. Traga minha filha com muita saúde!” E ela trouxe!

         Às 7h 42 eu ouço o médico avisar que ela havia nascido. Não chorou. Roxinha, foi direto pro oxigênio. Eu, ali, amarrada e por detrás daqueles panos, me controlava para não gritar. Mas cheguei perto de um volume bem alto. “Como ela está? Alguém chama o Rafhael ou a Pollyanna pra me falar a verdade!!!!!!”, esbravejei. Dra Cíntia, doce que só, fez ponte do meu pedido. Veio a Polly. Filmadora na mão, chorando e com os olhos mais brilhosos desse mundo repetia que ela era linda e que estava tudo bem. Quis saber o motivo do choro e ela disse que era emoção. Eu acreditei. Como não?!

         E era mesmo! Minutos depois chega o Dr Rafael com meu embrulho no colo. Gorda! Careca! Branquela! Banguela! E ainda assim, LINDA! Ele falava dela e eu a olhava sem parar. Benção, pedidos, reconhecimento, buscas... Tudo num instante só, mas que na cabeça da gente vira eternidade!
         Ela é A CARA DO PAI. Aliás, acho que ela é O PAI “com perereca”. Nunca vi nada tão parecido. E mesmo assim, eu a acho idêntica à mim! ;-)

         Temos uma ligação LINDA. Aliás, tenho a sorte de ter essa mesma ligação com meus 3 amores... Amém! E eu AMO o fato de ser a esposa do Rafha, ter visto nascer a “Larissa-mãe” assim que vi nascer a filha Clara; e de me refazer como “galinha-choca” - assumida que sou - quando Deus me deu a chance de gerar uma segunda vida, de poder cuidar de alguém outra vez, descobrir que o amor faz o coração da gente ser elástico e que ninguém é tão feliz que não possa ser mais!

         Taí! Essa é minha frase para esse próximo 12 de maio: NINGUÉM É TÃO FELIZ QUE NÃO POSSA SER MAIS!

         Parabéns, minha HELENA, que de pequena nada tem! Tens a força de um leão, a rapidez de um guepardo e o brilho do Sol. Desde que nasceu, sorri com os olhos, que dizem tanto sem nem mesmo saber dizer... eu te amo tanto, tanto...

         Seja FELIZ, minha pequetita. Muito feliz! E que o Papai do Céu te guie SEMPRE. Eu te abençôo, filha. Hoje, amanhã, depois e depois!

         FELIZ 2 ANINHOS. E FELIZ TODO O SEMPRE!
         AMO VOCÊ!