terça-feira, 19 de julho de 2011

AMIGO DE VERDADE

         Neste DIA DO AMIGO, quero começar dizendo, de antemão, que sou sortuda PRA CARAMBA! Ou você acha que é fácil achar por aí quem tenha 5, 10, 15 ou mais AMIGOS DE VERDADE? Sei que é raro e que é de duvidar, mas EU TENHO!
         De A a Z, passo pelo alfabeto quase que por completo, encaixando em cada letra, um ou mais nomes de AMIGOS que eu tenho. E é sério, porque com A, tenho a Aline, o André, a Ádria... e com Z tenho a Zinha, minha amiga Juliana que passou a ter a letra Z como a inicial do seu nome desde os tempos do colégio...
         Se eu resolvesse listar todos, tenho CERTEZA que cometeria alguma injustiça e esqueceria alguém. Sim, porque não sou infalível, e como disse, meus amigos são numerosos!
         Sei que isso gera estranheza e muita dúvida... “Ah, que menina marrenta... como pode achar que tem tantos A-MI-GOS DE VER-DA-DE assim?” Olha, duvide você ou não, eu tenho! E vou te explicar como administro esse presente tão grande.
         AMIGO a gente SENTE.
A gente SENTE que se um dia precisar, mesmo com 10 anos sem contato, ele estará lá, à sua disposição e com vontade de fazer algo por você; e a gente também SENTE que se ele precisar de ajuda, brotará em nosso coração a vontade de fazer algo de muito bom em sua vida!
Tenho AMIGOS que não vejo há mais de 1 ano, há mais de 2, que não falo há meses... e não tem nada de errado entre a gente! Eles só estão em outro momento, curtindo uma nova fase, um novo grupo de amigos, de repente. E nem por isso são menos amigos!!!!! Quando temos a alegria de um encontro, a euforia, a emoção, o olhar e a vontade de falar – ou de simplesmente estar junto – é a mesma!
Uma coisa é você estar rodeada por um determinado grupo com mais freqüência. Outra é achar que só este grupo pode fazer algo realmente significativo por você, e vice-versa.
           Tenho meus grupos de constância... Tenho aquelas pessoas que dividem comigo a maior parte dos meus finais de semana, dos meus segredos e particularidades do dia a dia, assim como a maioria das pessoas têm. Mas além deles, tenho outros AMIGOS que fazem toda a diferença na minha vida e nem sempre “pintam por aqui”, mas que EU SEI que se eu chamar, precisar ou quiser, eles estarão comigo. Assim como eu estarei com eles.
Pra mim, isso é que é ser AMIGO DE VERDADE; e os meus são bem mais de 10! GRAÇAS A DEUS! :-)

segunda-feira, 18 de julho de 2011

DA PALMATÓRIA À MAJESTADE!

Como mãe, tenho me questionado muito ultimamente. Será que estamos sabendo educar nossos filhos? Será que nossa geração tem pecado pelo excesso de liberdade, de ofertas e até de carinho?
Tenho observado insistentemente o comportamento infantil... a começar pelo das minhas filhas, e – juro – tenho me assustado em demasia com minhas constatações. Que tipo de ser humano estamos preparando? Não sei ao certo, mas as respostas que passeiam pela minha mente têm me deixado com vontade de RECOMEÇAR!
Estou pisando firme numa afirmação: Cada geração oferece à próxima aquilo que considera ter lhe faltado. Nossos pais receberam um pouco mais de liberdade de nossos avós, que vieram de uma educação reprimidíssima e de nenhum diálogo. Nós, ganhamos de nossos pais o direito de falar, de opinar, de tentar, de sair (uma super mudança se olharmos pelo retrovisor da vida!). E nossos filhos, o que têm ganhado de nós? Bom, posso até listar...
Eles têm ganhado o direito:
·        De nos desmentir perante qualquer estranho;
·        De mandar “mamãe e papai” calarem a boca sem a menor cerimônia;
·        De nos fazer sentir culpados pelos inúmeros mimos que passaram a se fazer exigência em nosso cotidiano;
·        De se comportarem como os empregadores de seus professores em sala de aula;
·        De nos fazer negociar toda e qualquer coisa que eles queiram, que eles não queiram ou que seja obrigação deles fazer;
·        De nos fazer trabalhar mais e mais para termo$ o $suficiente para comprar aquela boneca com preço de compra mensal do supermercado; aquele carrinho com valor de pneu zerado; aquele brinquedo carérrimo que acabou de ser lançado e que será encostado assim que se passarem 3 ou 5 dias – no máximo – que ele se tornou parte da coleção de brinquedos exóticos que ele quis ter (e que nós demos!).

         Temos errado todos os dias! E todos os dias vimos nos noticiários o preço que temos pagado por nossas mancadas! Jovens delinqüentes, adolescentes perdidos, festas onde eles beijam 5, 6, 10, 15 pessoas diferentes na mesma noite (e às vezes do mesmo sexo... pq não?!); massacres em escolas, professores agredidos por meninos que têm idade para serem seus filhos (e até netos).
A cada dia inventamos uma nova frescura para dar conta da nossa insegurança e da nossa incapacidade – confessa! – de gerarmos uma leva de pessoas equilibradas, determinadas, com garra, honestas e com capacidade própria (assim como foi a geração dos nossos pais!). Hoje, se chamam meu filho de “lerdo” na aula de Educação Física é bullying; se o chamam de “baixinho” é bullying; se as meninas resolveram brigar pela boneca e excluir uma da turma num determinado recreio, é bullying.
Quantos de nós não passamos por isso na escola, gente?! E tivemos que aprender a nos virar, a nos defender, a crescer?!
Temos que parar de colocar nossos filhos na bolha, na redoma e ficar mostrando a vida através dos nossos olhos, porque isso atrasa, isso amedronta, isso acovarda! Menino que cresce recebendo tudo na mão NÃO CRESCE, não constrói, não deseja, e o pior, NÃO VALORIZA!
Carinho nada tem a ver com limites, e muito menos com a falta dele. Tentar suprir nossa ausência, nossa condição financeira ou nosso dom maternal/paternal está errado! Pai que permite tudo, que quer dar tudo e que não deixa o filho se frustrar (porque isso é saudável!), não conquista o amor dele, mas vira bobo, vira boneco, vira presa fácil. E se você duvida ou me acha muito malvada por dizer isso, volte à sua adolescência e lembre-se das vezes que você convenceu seu pai ou sua mãe daquele pedido absurdo?! O sabor da vitória própria era infinitamente maior do que a gratidão pelo que ele(a) acabara de te conceder. É natural. Foi assim comigo e com você também!
Uma coisa é conversar, ouvir, brincar e rir junto de nossos filhos. Outra é negociar as mínimas coisas, debater ordens ou passar a vida justificando para eles as nossas decisões a respeito da vida deles.
Tem hora pra tudo. E a hora deles vai chegar, mas enquanto não chega é responsabilidade NOSSA!
Então, se seu filho ficar reprovado na escola, for uma pessoa egoísta, mesquinha, esbanjadora; se ele não respeitar você, sua casa ou suas ordens (?); se ele for medroso, inseguro e incapaz, a culpa pode ser dele, sim; mas é muito mais SUA, muito mais NOSSA, que estamos soltando as rédeas em troca de um beijinho e de um carinho deles.
Quem será que está negociando O QUE, e COM QUEM?
É hora de recomeçar(mos)!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

UM AMOR DE VERDADE!


          Eu sempre quis viver uma história de amor que fosse real. Sempre amei novelas, filmes de romance, beijos de tirar o fôlego, aquelas “pegadas na nuca” que a gente tira o pé do chão... mas sempre soube – e desejei – um amor menos cinematográfico. Eu explico. É que acho essa coisa de melo-romance meio enjoativa, e até falsa... É CLARO que existem as fases em que tudo são flores, borboletas no ar, no nosso estômago... mas são FASES!
         Do dia a dia, do enfrentamento dos problemas, das dificuldades, da correria e da rotina no trabalho, do horário de almoço espremido, do carro quebrado, do salário que não deu e de muitos outros momentos nem tão românticos nasce a displicência, a falta de tempo para o galanteio, nasce a falta de criatividade para as surpresas e para o romance mesmo... disso eu sabia. Sempre soube!
         Não sei se minha história de amor vai até o fim das nossas vidas, porque a gente nunca sabe o dia de amanhã... mas foi com a intenção de morrer ao lado dele que me casei, e essa vontade eu tenho até hoje!
         Sou uma romântica-pé-no-chão. Seria isso uma “moderna-romântica”? Ou uma “neo-romântica”? Ou ainda uma “romântica-do-século-XXI”?? Sei lá... sei que sempre vi as cenas na televisão, mas não as via sair dali... Os casais que eu conhecia tinham problemas, às vezes estavam “de bico”, não eram formados por homens que abriam a porta do carro e nem puxavam a cadeira do restaurante, nem por mulheres que abriam mãos de seus compromissos para verificar se as camisas dele estavam sem um botão. Eu sei que você pode estar se perguntando: O que você esperava de um relacionamento, então, Larissa? Eu digo! Eu queria exatamente o que tenho há 11 anos – 11 anos completados HOJE, inclusive! Vamos lá...
         Sempre quis companheirismo. Alguém que estivesse comigo nos momentos importantes da minha vida e guardasse meu lugar ao seu lado nos momentos valiosos para ele também!
         Sempre quis alguém que soubesse dos meus defeitos, mas que também conseguisse ver minhas qualidades.
         Sempre quis alguém com quem eu pudesse ser eu mesma em tempo integral... Maquiada, mal arrumada, sorrindo muito ou puta da vida! Sem máscara, sem frescuras.
         Sempre quis alguém que olhasse na mesma direção que eu, que tivesse sonhos – ao menos – parecidos com os meus, que apostasse nos meus e dividisse os dele comigo.
         Sempre quis um cara que beija bem!
         Sempre quis um homem que amasse ser pai e fosse o protetor do nosso lar.
         Sempre quis um amor que entendesse as fases ruins de um relacionamento, que pegasse na minha mão quando o “DESISTIR” batesse em nossa porta e me encorajasse à continuar, a superar.
         É isso que eu tenho! E aí eu te pergunto: o romance, a flor em cima da cama, o bilhete apaixonado, o café trazido pela manhã são MARAVILHOSOS, né? Sem dúvida! Quando param de acontecer, fazem uma falta danada... mas fala a verdade: com tudo isso que eu tenho, eu preciso MESMO exigir cena de novela? Eu não!!! Eu quero é AMOR DE VERDADE! E isso eu tenho!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

SINALIZAÇÃO INTERNA!

         Seria bom se pudéssemos colocar placas de trânsito em nossa vida e no nosso coração. Bom seria se pudéssemos ver as placas dos outros também.
  
         Dê a preferência. Pare. Proibido estacionar. Proibido estacionar e parar. Curva à direita. Pista escorregadia. Cuidado. Atenção. Diminua a velocidade. Sentido obrigatório.

         Ah, se fosse possível... Usaríamos tantas dessas, né? E seria bem mais fácil. Ninguém seguiria quando a ordem fosse PARAR, e ninguém estacionaria na sua – e nem pararia, pelo menor tempo que fosse, quando a placa indicasse que era proibido.
         Evitaríamos tanto mal estar com pessoas queridas, com as nem tão queridas assim, e conheceríamos as pessoas imediatamente... ou, ao menos, saberíamos como lidar com cada uma delas (e elas conosco!).
         É muito comum andar por estradas desconhecidas, desbravar caminhos, encarar uma nova aventura, enfrentar um percurso pela primeira vez. É muito comum nos sentirmos perdidos nesses momentos e precisarmos de placas, de luzes, de setas que nos indiquem o caminho certo, a velocidade permitida... mas quando isso tudo se refere a uma pessoa e à vida humana, as sinalizações não existem e a gente segue pelo rumo, pelo instinto, pelo coração...
         Uma coisa é certa: como não há sinalização na cara e nem no coração de ninguém, corremos riscos, mas também vivemos experiências de verdade quando nos propomos a nos relacionar com alguém! Se analisarmos com coragem, esses riscos são até bons... nos ensina através das experiências, de cair e levantar, errar e acertar, magoar e fazer feliz. Só assim, no dia a dia, na vida de verdade, com as tentativas e com a coragem de tentar mais e outra vez é que nos tornamos ainda mais gente, ainda mais humanos e mais divinos.