quinta-feira, 7 de julho de 2011

UM AMOR DE VERDADE!


          Eu sempre quis viver uma história de amor que fosse real. Sempre amei novelas, filmes de romance, beijos de tirar o fôlego, aquelas “pegadas na nuca” que a gente tira o pé do chão... mas sempre soube – e desejei – um amor menos cinematográfico. Eu explico. É que acho essa coisa de melo-romance meio enjoativa, e até falsa... É CLARO que existem as fases em que tudo são flores, borboletas no ar, no nosso estômago... mas são FASES!
         Do dia a dia, do enfrentamento dos problemas, das dificuldades, da correria e da rotina no trabalho, do horário de almoço espremido, do carro quebrado, do salário que não deu e de muitos outros momentos nem tão românticos nasce a displicência, a falta de tempo para o galanteio, nasce a falta de criatividade para as surpresas e para o romance mesmo... disso eu sabia. Sempre soube!
         Não sei se minha história de amor vai até o fim das nossas vidas, porque a gente nunca sabe o dia de amanhã... mas foi com a intenção de morrer ao lado dele que me casei, e essa vontade eu tenho até hoje!
         Sou uma romântica-pé-no-chão. Seria isso uma “moderna-romântica”? Ou uma “neo-romântica”? Ou ainda uma “romântica-do-século-XXI”?? Sei lá... sei que sempre vi as cenas na televisão, mas não as via sair dali... Os casais que eu conhecia tinham problemas, às vezes estavam “de bico”, não eram formados por homens que abriam a porta do carro e nem puxavam a cadeira do restaurante, nem por mulheres que abriam mãos de seus compromissos para verificar se as camisas dele estavam sem um botão. Eu sei que você pode estar se perguntando: O que você esperava de um relacionamento, então, Larissa? Eu digo! Eu queria exatamente o que tenho há 11 anos – 11 anos completados HOJE, inclusive! Vamos lá...
         Sempre quis companheirismo. Alguém que estivesse comigo nos momentos importantes da minha vida e guardasse meu lugar ao seu lado nos momentos valiosos para ele também!
         Sempre quis alguém que soubesse dos meus defeitos, mas que também conseguisse ver minhas qualidades.
         Sempre quis alguém com quem eu pudesse ser eu mesma em tempo integral... Maquiada, mal arrumada, sorrindo muito ou puta da vida! Sem máscara, sem frescuras.
         Sempre quis alguém que olhasse na mesma direção que eu, que tivesse sonhos – ao menos – parecidos com os meus, que apostasse nos meus e dividisse os dele comigo.
         Sempre quis um cara que beija bem!
         Sempre quis um homem que amasse ser pai e fosse o protetor do nosso lar.
         Sempre quis um amor que entendesse as fases ruins de um relacionamento, que pegasse na minha mão quando o “DESISTIR” batesse em nossa porta e me encorajasse à continuar, a superar.
         É isso que eu tenho! E aí eu te pergunto: o romance, a flor em cima da cama, o bilhete apaixonado, o café trazido pela manhã são MARAVILHOSOS, né? Sem dúvida! Quando param de acontecer, fazem uma falta danada... mas fala a verdade: com tudo isso que eu tenho, eu preciso MESMO exigir cena de novela? Eu não!!! Eu quero é AMOR DE VERDADE! E isso eu tenho!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

SINALIZAÇÃO INTERNA!

         Seria bom se pudéssemos colocar placas de trânsito em nossa vida e no nosso coração. Bom seria se pudéssemos ver as placas dos outros também.
  
         Dê a preferência. Pare. Proibido estacionar. Proibido estacionar e parar. Curva à direita. Pista escorregadia. Cuidado. Atenção. Diminua a velocidade. Sentido obrigatório.

         Ah, se fosse possível... Usaríamos tantas dessas, né? E seria bem mais fácil. Ninguém seguiria quando a ordem fosse PARAR, e ninguém estacionaria na sua – e nem pararia, pelo menor tempo que fosse, quando a placa indicasse que era proibido.
         Evitaríamos tanto mal estar com pessoas queridas, com as nem tão queridas assim, e conheceríamos as pessoas imediatamente... ou, ao menos, saberíamos como lidar com cada uma delas (e elas conosco!).
         É muito comum andar por estradas desconhecidas, desbravar caminhos, encarar uma nova aventura, enfrentar um percurso pela primeira vez. É muito comum nos sentirmos perdidos nesses momentos e precisarmos de placas, de luzes, de setas que nos indiquem o caminho certo, a velocidade permitida... mas quando isso tudo se refere a uma pessoa e à vida humana, as sinalizações não existem e a gente segue pelo rumo, pelo instinto, pelo coração...
         Uma coisa é certa: como não há sinalização na cara e nem no coração de ninguém, corremos riscos, mas também vivemos experiências de verdade quando nos propomos a nos relacionar com alguém! Se analisarmos com coragem, esses riscos são até bons... nos ensina através das experiências, de cair e levantar, errar e acertar, magoar e fazer feliz. Só assim, no dia a dia, na vida de verdade, com as tentativas e com a coragem de tentar mais e outra vez é que nos tornamos ainda mais gente, ainda mais humanos e mais divinos.

terça-feira, 14 de junho de 2011

MINHA ORAÇÃO MAIS PODEROSA!

         Tá bom, tá bom... eu confesso: ando meio chata ultimamente. Umas frases meio “escabrosas”, uns textos reflexivos e até “nebulosos”!
         Cansei. Quero mais não! Essa não é a minha natureza! Mas é que andam acontecendo umas coisas tão tristes, tão chatas... aí não consigo guardar, preciso falar.
         Mas já falei, escrevi e pensei nelas o suficiente. Chega!
         Hoje – agora, mais precisamente – estava vendo umas fotos de uma viagem recente... eu e os MEUS... Que delícia! Impossível não deixar o pensamento viajar também. Deixei e amei a transformação da minha energia, do meu coração.
         O meu texto de hoje fala só de AMOR. Na verdade, fala da minha ORAÇÃO diária e incessante. Fala da minha oração chamada FAMÍLIA!
         Tenho estado muito distante da igreja (lugar, ambiente, construção!)... há anos, pra ser bem sincera. Ameaço voltas, ensaio retomadas intensas, mas nunca rola... Aí, inquieta que sou, outro dia me peguei pensando nisso, cheia de culpa e percebi o quanto vivo em oração. Falo com Deus tantas vezes por dia e em tantas situações diferentes. Falo como se Ele fosse um amigo íntimo (mas não é mesmo, oras??). Brigo com Ele, agradeço, discordo, discuto, dou até risadas... e nossa relação é ótima! Sem culpa, sem grilos e sem frescuras também. ADORO!
         Mas voltando ao assunto família, percebi que oro profundamente quando olho para minhas filhas, quando olho para meu marido, quando ganho um abraço de um deles ou quando quem abraça sou eu.
         Praticamente medito na hora de um beijo e na hora do nosso sagrado EU TE AMO. Eu para ele, para ela ou para elazinha. Ou o contrário: qualquer um deles para mim. É SAGRADO.
         Faço minhas orações na hora das discussões, na hora da falta de paciência, na hora do cansaço... Não necessariamente DURANTE essas horas, mas logo depois que elas passam e eu penso no que disse, no que não disse ou no tom que usei.
         Quando digo que oro quando estou com eles é porque, quando estou com eles estou com Deus, em Deus. Bem humorada, mal humorada, maquiada ou extremamente mal arrumada. Quando estou com ele, ela e elazinha, estou comigo, estou no céu, estou o mais perto de Deus que eu posso estar. E nessas horas, em todas essas horas, estou em oração... não apenas falando palavras bonitas, de olhos fechadas, de mãos dadas com quem está do lado... mas em oração verdadeira, intensa, que mexe comigo, me faz melhor, me dá saúde, paz e me faz AMOR.
         Se há uma oração mais poderosa que a do amor, da família, não me apresentaram... Não preciso ir, vestir, fechar os olhos ou olhar para falar e estar com Deus. Basta sentir o que sinto quando estou com Ele, ele, ela e elazinha. Nós cinco. Amém.
        Todos os dias e sem cessar.

domingo, 12 de junho de 2011

EU CONHEÇO AS PESSOAS

         Hoje, extremamente desapontada, comecei a me questionar se realmente conheço as pessoas... Pra minha surpresa, cheguei a uma conclusão péssima: SIM. EU CONHEÇO!
         Já reparou que são raras as vezes que nos deixamos magoar por alguém e que realmente, bem lá no fundo, sentimos surpresa? Geralmente, sentimos TRISTEZA, mas surpresa é raro... Isso porque somos animais com instinto! Além do cheiro, do olhar, de perceber o outro, também captamos a sua energia.
         Geralmente, quando chega a amargura por algo que não deu certo, ou por alguém que não correspondeu a um sentimento como esperávamos, um sinal de alerta já havia tocado lá dentro bem, bem, bem antes.
         Algumas pessoas nascem com esse botão meio quebradinho, mas eu confesso conhecer o poder do meu. Faz barulho, acende luz, soa alarme... e eu, com o coração de manteiga que tenho, reluto em aceitar tudo isso porque sempre acho que as pessoas merecem uma chance ou “que não é bem assim, posso estar enganada”. Até hoje, pouquíssimas vezes me enganei. E pouquíssimas vezes me poupei desses tombos. Culpa dessa mania de acreditar em gente!
         Mas aí, quando acontece de novo, vem a revolta: “Por que você não ouviu seu instinto, menina?!”, ou ainda pior: “Por que você não ouviu sua irmã que tem esse alarme ainda mais aguçado que o seu?!”. Mas eu já sei a resposta: “Culpa dessa mania de acreditar em gente!”
         Hoje aconteceu de novo. Aliás, aconteceu há umas semanas, mas hoje doeu mais. Talvez tenha sido o sonho que tive durante a noite passada, remexendo em tanta coisa bacana que aconteceu durante o tempo que foi bom... mas aconteceu. E aí, eu só pedi 2 coisas a Deus:
         1 – Que Ele me proteja e me livre do mal. Ele sabe BEM a filha que sou e o que se passa em meu coração. Diante disso, não creio que Ele me desampare; mas não custa nada... reforcei o pedido.
         2 – Pedi também que Ele não me endureça e não me faça desacreditar das pessoas. Que eu saiba separar o joio do trigo e que meu coração ouça meus alarmes internos, me livrando dessas armadilhas que eu mesma me permito cair.
         É isso.

         Que eu continue a acreditar em gente. Mas que antes de mais nada, que eu aprenda a aceitar o que diz o meu instinto, porque assim, vou sofrer menos e viver com um grupo – selecionadamente – bom, E QUE ME FAÇA BEM!