segunda-feira, 17 de outubro de 2011

O QUE É A VIDA, AFINAL?!

         O que é a vida, afinal? Respirar, levantar, andar, sentar, comer? Ah, me perdoem os que passam por aqui sem nenhuma intensidade ou com pesar, mas pra mim, a vida é bem mais!
         Vejo a vida com olhos muito brilhantes. Gosto do gosto das coisas, amo o cheiro que os momentos têm, aprecio sem moderação o que posso sentir das relações, dos amores, das conversas e das amizades, enfim. Gosto da vida. Gosto de ouvi-la. Ora cheia de barulho, ora quieta que só, gosto de tudo que é dela!
         Mas a vida é muito frágil também. Fio invisível que quando se rompe cala toda a festa, apaga todo o brilho, desmancha toda a decoração. De um minuto pro outro, o vento que espalha o pólen cessa, a chuva que alimenta a vida seca, o sol que traz o calor acinzenta. Estranho ver a vida ir.
         Hoje, em dia gostoso de chuva que pude passar INTEIRINHO em casa com minhas meninas, pensava e escrevia sobre a vida quando fui surpreendida pelo fim de uma que eu tanto quis bem. Meu tio querido, lembrança de olhar gostoso e sorriso sempre à minha disposição. Bem menos convivência do que eu realmente gostaria que tivesse sido, mas com os “EU TE AMO(s)” que eu queria dizer, devidamente ditos toda vez que o via. Mês passado, já bem cansado, fui vê-lo. Os carinhos que hoje fiz quando a vida já cantava longe dali, fiz enquanto ele pôde sentir. Os beijos que hoje eu dei no rosto que não me sentia mais, dei enquanto o sangue corria quente também. Ele foi em paz, eu sei. E assim eu fiquei também. Eu estive aqui, assim como estava ali. Que bom.
         O fim da vida dele me levou para dentro de um PS de hospital público, e me fez conhecer a realidade desumana que tantas pessoas que sofrem precisam encarar. Pra fechar com “chave de ouro”, vejo chegar uma menina desmaiada, cabeça estourada (que depois ganhou 8 pontos), vítima da ira da própria mãe. Eu agradeci a Deus por nunca ter me mostrado tudo isso antes, chorei por aquela criança bem mais do que chorei pelo meu tio, e pedi que Ele faça TODA vida valer a pena. Não só a minha, mas a de todos nós que buscamos aqui nesse lugar, o calor das mãos, o aconchego do amor, a serenidade da paz.
         Ao voltar pra casa, mais chuva alimentando mais vida e um único pensamento: “Isso aqui acaba rápido demais...” Eu quero mais é aproveitar o bom da vida, o calor das pessoas e do amor que delas posso colher (e dar).
A vida é agora. Está acontecendo. Tem que valer!

ENCENAÇÃO, SÓ NO PALCO!

          Pela 2ª vez vivi uma experiência deliciosa: participei do Projeto Pais em Cena, com a peça A BELA E A FERA, onde vivi a personagem "LEITE KENT" (muito bem mostrada aqui na revista, pela Chris Lehrback, em sua coluna). Foram 4 dias de apresentações com casa lotada, e ali no palco pude fazer um pouco daquilo que também é minha grande paixão: representar.
Numa dessas tardes gostosas de café aqui na redação falávamos sobre meu texto dessa edição, quando meu amado Zu Campos perguntou: “Por que você não fala sobre o teatro e sobre encenar?” Foi a palavra chave para que um deslizamento de idéias soterrassem a minha paz. “Escreva, Larissa! Escreva”, gritava minha cabeça, como ela faz todas as vezes que uma coisa nova nasce aqui dentro. Então, estava decidido: eu falaria sobre minha paixão – e minha aversão – sobre encenações. E eu já vou explicar como posso amar e odiar a mesma coisa, e quase ao mesmo tempo.
         Sempre me senti muito ligada à música, textos, museus e, em especial, a teatros. Teatro cheio, vazio, o palco, a cortina e o cheiro... ah, o que é o cheiro de um teatro, hein?! Eu simplesmente AMO!
         Lembro que em uma visita a Juiz de Fora minha irmã me levou para conhecer o maior e mais imponente teatro da cidade, que em horário comercial, estava vazio e grandiosamente silencioso (até então nunca pude dimensionar o silêncio!). Entrei e não consegui falar nem uma palavra, apenas fixei os olhos no palco e fui andando... minha cabeça estava lotada e ao mesmo tempo deserta. Minha vontade era, com licença da sinceridade, ajoelhar e fazer uma oração. Que lugar! Que energia! Lembro da emoção que tomou conta de mim e da frase que repetia sem parar na minha cabeça: “É isso o que quero fazer! É isso o que eu quero fazer da vida!”.
         Difícil ter coragem de tentar algo tão incerto e ousado com trabalho e família estruturados aqui, mas achei minha maneira de – pelo menos uma vez por ano – fazer o que sempre sonhei. Mas também descobri outra coisa importante: amo teatro apenas no teatro. Personagens devem tomar conta de nós apenas durante o espetáculo. Depois da macia cortina fechada e do aplauso final, gosto de gente que é de verdade, sem máscaras e sem disfarce.
         Tenho reparado que muitas pessoas adorariam, em público, dar uma gargalhada alta, um abraço apertado ou um beijo estalado naquela pessoa querida que não via há tempos, mas que se contentam com o sorrisinho contido, com o aperto de mão, com os dois beijinhos na bochecha e com o cordial “Oh, quanto tempo!”. Muita gente ouve algo que discorda, mas guarda a própria opinião para não se expor ou comprometer. Descobri que isso é até importante, mas que não sei fazer e tenho aversão.
         Talvez eu até precisasse aprender a lançar mão de certos personagens no meu dia a dia: ora mais reservada, ora mais política, ora menos passional, talvez; mas quando percebo já arranquei a peruca, os acessórios e a maquiagem, e de cara lavada, sou eu mesma no corre-corre dos dias e das semanas que me engolem.
É claro que o preço na bilheteria sobe por conta disso, mas é o preço que preciso pagar pra viver em paz. Se é bom ou ruim? Às vezes muito bom. Às vezes muito ruim. Mas não sei fazer diferente. Então, sem fantasia, sem truque na voz e sem cortina eu construo a minha história da vida real. Eu mesma, de verdade e sem personagem.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

MAIS UM ANO DE VIDA!

Muita gente costuma dizer que no dia do aniversário costuma fazer uma retrospectiva sobre o último ano, a última idade e sobre a vida. Eu também já disse isso em outros aniversários, mas era mentira!
Sim! Era mentira! Via as pessoas enchendo a data de significados profundos enquanto eu, bem no fundo, só queria saber de festa, comemorações, amigos ligando, amigos chegando, abraços, cartões e telefonemas mil. Eu me sentia meio fútil em comparação à essas pessoas... Mas hoje confesso que nunca pensei em nada além de FARRA no meu dia... e sempre foram dias cheios de alegria! Amo o meu aniversário!
Pois bem... amanhã – 7 de setembro – comemoro mais UM ANO DE VIDA, e diferente dos outros anos, hoje senti MUITA VONTADE de ir à missa. E fui. Aliás, fomos. Eu, o maridão e a caçula (pq a mais velha foi no cinema com o amiguinho da escola! Ahã!).
De cara, lá da porta, tudo começou a ser especial. Ao entrar senti uma energia tão boa, uma sensação deliciosa de quem volta pra casa mesmo, sabe? Entre uma leitura e outra, vinham as canções... e parece que hoje eles estavam inspirados, pois cantaram VÁRIAS do meu tempo de criança! Na oferta, na comunhão, após o evangelho...
COMO FOI GOSTOSO! Fechei os olhos e viajei! Fui direto pra Igreja de São Silvano quando era levada no colo, ou pelas mãozinhas, por meus pais. Era SAGRADO: fizesse chuva ou sol, todos os sábados, na hora do Chacrinha estávamos nos arrumando para ir à Missa. TODOS DA CASA, SEM EXCEÇÃO! E lá do tempo em que eu era tão pequena, não conseguia me dar conta de como aquela rotina era deliciosa pra mim... Mas hoje tive a nítida sensação de prazer, de amor, de cuidado e de zelo que meus pais tinham comigo, com meus irmãos e com A NOSSA FAMÍLIA!
A cada estrofe, eu voltava láááááá para aquela igreja imensa, bancos de madeira escura, de teto tão alto, imagem linda no altar e para as letras das músicas projetadas na parede por aquele aparelho tão antigo, mas que funcionava tão bem... Voltei, voltei, voltei... e quando dei por mim, estava fazendo – pela 1ª vez – uma linda retrospectiva da minha vida! Passei por todos os anos, fases, revi todos os amigos, as datas festivas, os encontros de família, os namorados, as alegrias, as tristezas, as alegrias de novo... e as alegrias... as alegrias....
Pela 1ª vez AGRADECI DE VERDADE, DE CORPO, ALMA E CORAÇÃO, pela minha vida, por ter tanta saúde há 33 anos, por ter a família que construí, por fazer parte da família que nasci, por ter tido a graça de ter 2 filhas lindas e saudáveis. Foi agradecimento sincero... Com significado, sentimento, emoção e FÉ!
Foi MUITO bom, desde a véspera, começar a comemorar meu dia na casa do MEU PAI. Nunca me senti TÃO EM CASA como hoje, e eu esperava por essa experiência de reencontro há anos! Foi meu presente de aniversário. Não tenho a menor dúvida!


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

NÃO PRECISA DE MOTIVO...

Hoje, ao falar do livro FELIZ POR NADA de Martha Medeiros, em meu programa de TV, pensei em como estamos sempre em busca de uma razão para cada sentimento ou atitude nossa.
Eu, que sempre fui uma pessoa pautada em MOTIVOS, me peguei pensativa e me sentindo perdida por querer fazer, sentir e assumir coisas por motivo nenhum.
Não sei se vou conseguir me desvencilhar dos porquês e das razões, mas quero – loucamente – essa sensação de que até mesmo o NADA me basta.
Acho que isso não é só comigo, né? Estamos sempre em busca de alguma coisa... É que razões, motivos e fundamentos dão equilíbrio. Parece que fincam a nossa raiz...
Mas eu ando meio exausta de tantos questionamentos e de tanto me interrogar. “Por que isso?” “Por que aquilo?” “Por que eu disse isso?” “Por que eu não disse?”
Ai, quanta coisa na cabeça!!! Assim como bem fala a Martha Medeiros, quero ser FELIZ POR NADA, quero NÃO PRECISAR DE MOTIVOS.
Þ    Quero rir olhando o céu.
Þ    Quero chorar parada de frente pra parede.
Þ    Quero abrir uma champagne pra assistir a novela.
Þ    Quero acordar de madrugada pra olhar da janela.
Þ    Quero dormir até tarde e acordar feliz.
Þ    Quero desmarcar sem culpa.
Þ    Quero enfrentar por, simplesmente, acreditar.
Eu quero muito tudo isso... porque se a gente parar pra pensar, a vida NÃO PRECISA DE MOTIVO ALGUM pra acontecer, pra correr, pra girar, pra se fazer...

sábado, 27 de agosto de 2011

QUANTOS LADOS TEM A VIDA???

Você seria capaz de me dizer quantos lados a vida tem? E uma única história? Nossa, elas podem ter 2, 3, 4, 10 e até 1.000 lados, acredite!
Até bem pouco tempo (e falo em minutos!) eu achava que de qualquer lado que a pessoa estivesse, ela seria capaz de ver o meu. Achava que lá da posição dela, ela conseguia ver o que eu via, o meu painel de apresentação daquele episódio da vida. Mas eu descobri que cada lado é um lado mesmo. Cada lado é como um cômodo. Fechado. Lacrado. Com entrada e saída permitida só pra quem está disposto a defender o que se fala e o que se passa NAQUELE lado específico.
Eu achava que, posicionando minhas defesas – e até meus ataques, eu seria capaz de mostrá-los a quem estivesse em outros ângulos levantando a bandeira dos seus.
Mas eu entendi que isso é quase sempre impossível. Determinado e escolhido o lado em que nos posicionamos, nos comportamos como peças coloridas em jogo de tabuleiro: você até pode achar a outra cor bonita, mas jamais permitirá – com alegria e satisfação – que ela avance e passe as casas à sua frente.
Depois que escolhemos nosso lado na história e na vida, defendemos tudo o que faz parte daquilo com unhas e dentes. E todos os demais também. É cada um defendendo sua verdade, suas razões e seus sentimentos. Não dá pra largar o osso e vir correndo pra saber os meus porquês e o que se passa no MEU coração. Eu já entendi...
Do mesmo jeito que é importante pra mim, é importante para ele, e para o outro e para o outro... e assim vai. Cada um com suas coisas importantes da vida!
            E quando prevemos a força que precisamos ter nos braços para levantar essa ou aquela bandeira (e a força será determinada a partir do tamanho da bandeira que queremos levantar!), é preciso saber que outros braços também estão se fortalecendo por conta de seus estandartes... e aí, é preparar o coração pra que essa batalha não vire guerra, e pra que a força dos braços não machuque ninguém...

Como eu descobri isso?

É que sempre passeia uma Iguana espertinha no meu “jardim da vida” e ela costuma me dar umas dicas valiosas, às vezes com poucas palavras... mas sempre com muita profundidade e valia. E eu costumo ouvir tudo com muita atenção... e usar!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

TÔ DE SACO CHEIO DE SER GENTE...

Hoje eu escrevi essa frase para uma querida, e depois, refletindo sobre esse desabafo pesado e cheio de verdade, percebi que foi o que disse de mais sincero hoje...

Tenho tristeza de ver como gente complica, distorce, mistura, confunde, ataca, machuca, não reconhece, afronta, pisa... Gente é complicada demais, e mexer com gente, mais complicado ainda!

Bicho é alegre por natureza. Só mata quando está em perigo de morte ou quando precisa de alimento pra sobreviver. Bicho não mata por matar!

Bicho não mete a pata ou as garras na cara do outro só porque precisa de um capítulo a mais pra vida ficar interessante e ter enredo.

Bicho reconhece carinho, cuidado e zelo. Bicho que recebe amor devolve afago. Bicho que recebe carinho abana o rabo, lambe o rosto e pula de alegria. Bicho não finge que não reconhece sentimentos.

Bicho não inventa motivo, nem supervaloriza uma crise pra ter desculpa pra ficar de bico, dar gelo, sumir, esquecer...

Bicho não ataca outro bicho simplesmente porque está irritado. É preciso um motivo forte, uma ameaça de perda de espaço, de companhia, de apoio. Até bicho reconhece isso...

Mas aí, no dia a dia, é com gente que eu lido... e é gente que eu sou. E vejo gente atacando gente de graça, gente machucando gente por motivo nenhum, gente fazendo tudo o que pode a vida inteira POR AMOR e ser acusada de tudo o que há de pior.

Gente não gosta de gente. Gente parece que nem gosta de ser feliz... Gente é complicada, confusa, ingrata, cega... gente é bicho perigoso, porque não precisa de motivo pra virar do avesso. Quando está afim de atacar, inventa razão.
Gente dá medo...

Bom, nem toda gente... mas algumas são de arrepiar!

O que eu sei, é que hoje eu senti muita vontade de ser bicho!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

MALDITA FOGUEIRA DE SUTIÃS!

         Hoje, depois de ter sido deixada na mão pela minha empregada doméstica e ter que ME VIRAR pra dar conta das 2 filhas e da agenda cheia, de ter sido socorrida pela minha irmã que me disse para levá-las à casa dela, de ter gravação no estúdio (demorada), matéria pra fazer e meninas chorando e querendo chamar a atenção porque mal vêem a mamãe aqui, parei – DE NOVO – para questionar a DROGA do movimento feminista! Sim, esse mesmo que nos colocou nessa situação deprimente, nessa condição de máquinas e robôs que NÃO SOMOS!
         Hoje eu tive ÓDIO! Ódio de ver-da-de! Eu disse que se encontrasse uma daquelas INCONSEQUENTENTES que fizeram aquela MALDITA FOGUEIRA DE SUTIÃS exigindo que fôssemos tratadas com igualdade perante os homens, eu juro – juro mesmo – que, mesmo sendo totalmente covarde para isso, aprenderia e praticaria TORTURA!

         Como pode uma pessoa, em sã consciência, achar que UM ÚNICO SER HUMANO é capaz de:
Þ    manter uma casa em ordem (mesmo com empregadas, sabemos que quem “olha por último” somos nós!);
Þ    de dar conta da educação dos filhos (e quando falo educação é EDUCAÇÃO DE VERDADE, não essa “lambidinha de leve de hoje em dia!);
Þ    de manter a beleza em dia (isso é importante, ta gente? É porque temos esquecido que somos MULHERES e começamos a achar isso futilidade. MAS NÃO É!);

...e de – ainda por cima:
Þ    conseguir ser uma EXCELENTE profissional (pois o mercado de trabalho não quer ninguém “mais ou menos”!);
Þ    ter tempo para resolver os pepinos que vêm dos telefonemas dos filhos e da empregada (sim, aquela!) durante o dia;
Þ    providenciar um cardápio saudável para a família;
Þ    resolver o transporte dos filhos para a escola, o inglês, a natação, o futsal, o balé e o que mais ele resolver que quer fazer;
Þ    ganhar o suficiente para bancar todas as suas próprias contas e, pelo menos, uma conta da casa;
Þ    ganhar pra isso, dar conta disso e ainda ter uma reserva no banco (porque TEM QUE POUPAR!);

e...
  
Þ    SER LINDA, CHEIROSA, GOSTOSA, SEM CELULITE, TER AS PERNAS DA NICOLE BAHLS, A BUNDA DA JUJU PANICAT, A PELE DA MARIANA XIMENES, O CABELO DA GISELE BUNDCHEN E MORREEEEEEEEEER DE TESÃO TODA NOITE!

Gente, que MÁQUINA (ou bicho) aquelas malucas acharam que nós poderíamos nos tornar???? E se queriam IGUALDADE, eu te pergunto: QUAL A VANTAGEM QUE TIVEMOS EM SERMOS TRATADAS COMO HOMENS??
Olha as belezuras que ganhamos:

Þ    O direito de poder VOTAR NUM PAÍS DE LADRÕES. E viva a democracia!
Þ    Podemos sair para trabalhar, e com isso, podemos deixar nossos filhos nas mãos de qualquer pessoa, que pode ensinar qualquer m&rda, e ainda maltratá-los (mas que bom que podemos instalar câmeras de vídeo em nossa casa tooooooooooda, né? A tecnologia a favor da facilidade!)
Þ    Podemos também passar o dia todo na empresa, mas temos o DIREITO de chegar em casa e verificar as atividades dos filhos, as tarefas da empregada, a limpeza dos cômodos, a organização dos armários, o que tem e o que está faltando na geladeira e na dispensa, verificar a mochila e a merendeira dos pequenos, as solicitações do marido... e por aí vai!

Þ    Podemos ficar na internet, fazer uma faculdade a distância (porque não há horários disponíveis para a convencional), conhecer assuntos bacanas e formarmos opinão a respeito de vários assuntos (mesmo sabendo que viramos um conjunto de PERNAS, PEITO E BUNDA facilmente admirados nas revistas de nu artístico ou nas novelas “calientes”, até mesmo das 17h)
Þ    Podemos nos comportar como fêmeas que somos, mesmo tendo que ser MACHO na hora de ajudar a bancar as contas da casa!

Houve um tempo em que a mulher era a base de um lar. Era ela quem dava suporte emocional – e de educação mesmo – aos seus filhos. Feio era deixar seu lar para cuidar das coisas dos outros, ou se permitir fazer aquilo que só interessasse à ela própria.
Hoje é feio querer cuidar do nosso ninho, dos nossos pequenos, dos que eles vêem, comem ou fazem. É feio parar para ir ao salão, pois não há tempo para as futilidades. É feio marcar um encontro com as amigas (e seus filhos) pois todos são muito ocupados para permitirem-se VIVER.

Hoje eu senti ÓDIO daquelas mulheres que falaram por mim e que mudaram a minha vida sem me consultar.
Por CULPA delas, mal vejo minhas filhas crescerem, mal tenho tempo pra mim e para meu marido, mal tenho disposição para as coisas da vida e sou obrigada a viver nas mãos de quem trabalha na minha casa, porque se eu exigir demais ela vai embora e eu preciso parar meu trabalho... ou pior: pode machucar minhas filhas.
Isso é CONQUISTA? Isso é VITÓRIA?
Não queria parar de produzir, entendam! AMO meu trabalho e me realizo porque GOSTO de fazê-lo... Só não queria esse RITMO!
Que me desculpem as DESBRAVADORAS, mas eu preferia viver sob o sossego do meu teto, produzindo coisas bacanas sem pressa e sem pressão... no tempo que fosse possível, da forma como pudesse encaixar o horário da minha casa, das minhas filhas, do meu amor e DA MINHA VIDA – que eu perco aceitando que é preciso fazer tudo ao mesmo tempo e não tendo tempo pra fazer o que realmente importa!
          Eu acho que eu perdi....

sábado, 23 de julho de 2011

JOÃO, O MAESTRO

        “Como você é leve! Tenho experiência em dar entrevistas por aí, e te digo que você faz isso com uma naturalidade incrível!”
         Essa frase foi dita pra mim. Hoje! E não a recebi como elogio, mas como presente!
         Trabalho com TV há quase 1 década, e digo que poucos foram os artistas e personalidades que me deixaram nervosa para uma entrevista. Não que eu seja tão segura assim, mas é que me considero tão cara de pau e “desenrolada” que sempre tive aquela sensação gostosa: “Vai ser tranqüilo, é só uma conversa, garota!”. Mas já estive diante de artistas que me fizeram “amarelar”. A pergunta sumia, o contexto do assunto desaparecia e eu, TREMIA! Foi assim com Fábio Jr, com o Evandro Mesquita e com a Ivete Sangalo também. Hoje aconteceu de novo!
         Vou confessar logo para não parecer falsidade minha: EU NÃO ERA FÃ DO CARA! Não que eu tivesse algo contra, mas é que até vê-lo no capítulo final da novela VIVER A VIDA, não conhecia seu trabalho! Mas naquele dia, ouvindo sua história de vida, de garra e superação naquele depoimento de encerramento do capítulo – e da novela – eu o vi, o conheci e me emocionei. Rasgando o verbo, eu achei O CARA UM FENÔMENO, e de lá pra cá, toda vez que o via em algum programa, site, foto ou notícia, meus olhos ficavam vidrados e minha atenção era toda dele!
MAESTRO JOÃO CARLOS MARTINS
Ele esteve aqui para ministrar uma palestra, tocar (olha que HONRA!!!), nos fazer rir e nos emocionar, óbvio! E, antes da palestra começar, fizemos a nossa entrevista. Eu tremi, eu queria gritar, queria abraçar e dizer o quanto eu me sentia honrada! E aviso: Só não gritei!
Foi lindo! Foi grandioso! Foi emocionante! Foi tudo!
         Em nossa entrevista ele não disse nada de surpreendente, de extraordinário ou de espantoso. Mas minha emoção deve-se ao fato dele ser uma das pessoas mais iluminadas e gentis que já tive a oportunidade de conhecer. Além disso, ele é o tipo de pessoa que tem uma energia ESPETACULAR! Coisa de arrepiar mesmo, sabe?! Coisa LINDA, isso sim!
         De cada capítulo de sua vida, ele fez canção. Dor, superação, angústia, alegria, realização. De tudo um pouco, ele sentiu.
         Sei que muitos pensam em sua história, em suas glórias e tristezas, e se vêem envolvidos com essa energia que ele emana, talvez, sem nem sentir ou saber! Mas nós, que sentimos nosso olhar preso àquele cabelo grisalho, àquelas piscadas de olhos firmes, àquele sorriso tão menino e àquele talento que é bem maior que o corpo que o carrega, sentimos! Eu senti e sinto! E nós, que somos grandes admiradores do cara, dedicamos à ele nossos pensamentos, palavras e até textos, como faço agora!
         Em 2013 ganharemos algo grandioso de presente: Um filme contando a vida dele! E sei porque foi o próprio maestro quem me contou (num bate papo gostoso e sem pressa que veio logo a seguir da entrevista!)!
         Termino meu texto repetindo que foi uma honra ter falado e ouvido o GRANDE homem que é JOÃO CARLOS MARTINS, e encerro pedindo licença à ele por já usar o nome do filme para batizar essa minha pequena – mas muito sincera - homenagem. Mas é que não tinha como ser diferente.

         “Ao senhor, JOÃO – O MAESTRO – o meu agradecimento mais profundo, mais sincero e mais feliz!”


P.S: “Você tem dentes lindos!” Foi assim que ele se despediu de mim! Você acha que eu fiquei boba? Acertou! ;-)      



terça-feira, 19 de julho de 2011

AMIGO DE VERDADE

         Neste DIA DO AMIGO, quero começar dizendo, de antemão, que sou sortuda PRA CARAMBA! Ou você acha que é fácil achar por aí quem tenha 5, 10, 15 ou mais AMIGOS DE VERDADE? Sei que é raro e que é de duvidar, mas EU TENHO!
         De A a Z, passo pelo alfabeto quase que por completo, encaixando em cada letra, um ou mais nomes de AMIGOS que eu tenho. E é sério, porque com A, tenho a Aline, o André, a Ádria... e com Z tenho a Zinha, minha amiga Juliana que passou a ter a letra Z como a inicial do seu nome desde os tempos do colégio...
         Se eu resolvesse listar todos, tenho CERTEZA que cometeria alguma injustiça e esqueceria alguém. Sim, porque não sou infalível, e como disse, meus amigos são numerosos!
         Sei que isso gera estranheza e muita dúvida... “Ah, que menina marrenta... como pode achar que tem tantos A-MI-GOS DE VER-DA-DE assim?” Olha, duvide você ou não, eu tenho! E vou te explicar como administro esse presente tão grande.
         AMIGO a gente SENTE.
A gente SENTE que se um dia precisar, mesmo com 10 anos sem contato, ele estará lá, à sua disposição e com vontade de fazer algo por você; e a gente também SENTE que se ele precisar de ajuda, brotará em nosso coração a vontade de fazer algo de muito bom em sua vida!
Tenho AMIGOS que não vejo há mais de 1 ano, há mais de 2, que não falo há meses... e não tem nada de errado entre a gente! Eles só estão em outro momento, curtindo uma nova fase, um novo grupo de amigos, de repente. E nem por isso são menos amigos!!!!! Quando temos a alegria de um encontro, a euforia, a emoção, o olhar e a vontade de falar – ou de simplesmente estar junto – é a mesma!
Uma coisa é você estar rodeada por um determinado grupo com mais freqüência. Outra é achar que só este grupo pode fazer algo realmente significativo por você, e vice-versa.
           Tenho meus grupos de constância... Tenho aquelas pessoas que dividem comigo a maior parte dos meus finais de semana, dos meus segredos e particularidades do dia a dia, assim como a maioria das pessoas têm. Mas além deles, tenho outros AMIGOS que fazem toda a diferença na minha vida e nem sempre “pintam por aqui”, mas que EU SEI que se eu chamar, precisar ou quiser, eles estarão comigo. Assim como eu estarei com eles.
Pra mim, isso é que é ser AMIGO DE VERDADE; e os meus são bem mais de 10! GRAÇAS A DEUS! :-)

segunda-feira, 18 de julho de 2011

DA PALMATÓRIA À MAJESTADE!

Como mãe, tenho me questionado muito ultimamente. Será que estamos sabendo educar nossos filhos? Será que nossa geração tem pecado pelo excesso de liberdade, de ofertas e até de carinho?
Tenho observado insistentemente o comportamento infantil... a começar pelo das minhas filhas, e – juro – tenho me assustado em demasia com minhas constatações. Que tipo de ser humano estamos preparando? Não sei ao certo, mas as respostas que passeiam pela minha mente têm me deixado com vontade de RECOMEÇAR!
Estou pisando firme numa afirmação: Cada geração oferece à próxima aquilo que considera ter lhe faltado. Nossos pais receberam um pouco mais de liberdade de nossos avós, que vieram de uma educação reprimidíssima e de nenhum diálogo. Nós, ganhamos de nossos pais o direito de falar, de opinar, de tentar, de sair (uma super mudança se olharmos pelo retrovisor da vida!). E nossos filhos, o que têm ganhado de nós? Bom, posso até listar...
Eles têm ganhado o direito:
·        De nos desmentir perante qualquer estranho;
·        De mandar “mamãe e papai” calarem a boca sem a menor cerimônia;
·        De nos fazer sentir culpados pelos inúmeros mimos que passaram a se fazer exigência em nosso cotidiano;
·        De se comportarem como os empregadores de seus professores em sala de aula;
·        De nos fazer negociar toda e qualquer coisa que eles queiram, que eles não queiram ou que seja obrigação deles fazer;
·        De nos fazer trabalhar mais e mais para termo$ o $suficiente para comprar aquela boneca com preço de compra mensal do supermercado; aquele carrinho com valor de pneu zerado; aquele brinquedo carérrimo que acabou de ser lançado e que será encostado assim que se passarem 3 ou 5 dias – no máximo – que ele se tornou parte da coleção de brinquedos exóticos que ele quis ter (e que nós demos!).

         Temos errado todos os dias! E todos os dias vimos nos noticiários o preço que temos pagado por nossas mancadas! Jovens delinqüentes, adolescentes perdidos, festas onde eles beijam 5, 6, 10, 15 pessoas diferentes na mesma noite (e às vezes do mesmo sexo... pq não?!); massacres em escolas, professores agredidos por meninos que têm idade para serem seus filhos (e até netos).
A cada dia inventamos uma nova frescura para dar conta da nossa insegurança e da nossa incapacidade – confessa! – de gerarmos uma leva de pessoas equilibradas, determinadas, com garra, honestas e com capacidade própria (assim como foi a geração dos nossos pais!). Hoje, se chamam meu filho de “lerdo” na aula de Educação Física é bullying; se o chamam de “baixinho” é bullying; se as meninas resolveram brigar pela boneca e excluir uma da turma num determinado recreio, é bullying.
Quantos de nós não passamos por isso na escola, gente?! E tivemos que aprender a nos virar, a nos defender, a crescer?!
Temos que parar de colocar nossos filhos na bolha, na redoma e ficar mostrando a vida através dos nossos olhos, porque isso atrasa, isso amedronta, isso acovarda! Menino que cresce recebendo tudo na mão NÃO CRESCE, não constrói, não deseja, e o pior, NÃO VALORIZA!
Carinho nada tem a ver com limites, e muito menos com a falta dele. Tentar suprir nossa ausência, nossa condição financeira ou nosso dom maternal/paternal está errado! Pai que permite tudo, que quer dar tudo e que não deixa o filho se frustrar (porque isso é saudável!), não conquista o amor dele, mas vira bobo, vira boneco, vira presa fácil. E se você duvida ou me acha muito malvada por dizer isso, volte à sua adolescência e lembre-se das vezes que você convenceu seu pai ou sua mãe daquele pedido absurdo?! O sabor da vitória própria era infinitamente maior do que a gratidão pelo que ele(a) acabara de te conceder. É natural. Foi assim comigo e com você também!
Uma coisa é conversar, ouvir, brincar e rir junto de nossos filhos. Outra é negociar as mínimas coisas, debater ordens ou passar a vida justificando para eles as nossas decisões a respeito da vida deles.
Tem hora pra tudo. E a hora deles vai chegar, mas enquanto não chega é responsabilidade NOSSA!
Então, se seu filho ficar reprovado na escola, for uma pessoa egoísta, mesquinha, esbanjadora; se ele não respeitar você, sua casa ou suas ordens (?); se ele for medroso, inseguro e incapaz, a culpa pode ser dele, sim; mas é muito mais SUA, muito mais NOSSA, que estamos soltando as rédeas em troca de um beijinho e de um carinho deles.
Quem será que está negociando O QUE, e COM QUEM?
É hora de recomeçar(mos)!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

UM AMOR DE VERDADE!


          Eu sempre quis viver uma história de amor que fosse real. Sempre amei novelas, filmes de romance, beijos de tirar o fôlego, aquelas “pegadas na nuca” que a gente tira o pé do chão... mas sempre soube – e desejei – um amor menos cinematográfico. Eu explico. É que acho essa coisa de melo-romance meio enjoativa, e até falsa... É CLARO que existem as fases em que tudo são flores, borboletas no ar, no nosso estômago... mas são FASES!
         Do dia a dia, do enfrentamento dos problemas, das dificuldades, da correria e da rotina no trabalho, do horário de almoço espremido, do carro quebrado, do salário que não deu e de muitos outros momentos nem tão românticos nasce a displicência, a falta de tempo para o galanteio, nasce a falta de criatividade para as surpresas e para o romance mesmo... disso eu sabia. Sempre soube!
         Não sei se minha história de amor vai até o fim das nossas vidas, porque a gente nunca sabe o dia de amanhã... mas foi com a intenção de morrer ao lado dele que me casei, e essa vontade eu tenho até hoje!
         Sou uma romântica-pé-no-chão. Seria isso uma “moderna-romântica”? Ou uma “neo-romântica”? Ou ainda uma “romântica-do-século-XXI”?? Sei lá... sei que sempre vi as cenas na televisão, mas não as via sair dali... Os casais que eu conhecia tinham problemas, às vezes estavam “de bico”, não eram formados por homens que abriam a porta do carro e nem puxavam a cadeira do restaurante, nem por mulheres que abriam mãos de seus compromissos para verificar se as camisas dele estavam sem um botão. Eu sei que você pode estar se perguntando: O que você esperava de um relacionamento, então, Larissa? Eu digo! Eu queria exatamente o que tenho há 11 anos – 11 anos completados HOJE, inclusive! Vamos lá...
         Sempre quis companheirismo. Alguém que estivesse comigo nos momentos importantes da minha vida e guardasse meu lugar ao seu lado nos momentos valiosos para ele também!
         Sempre quis alguém que soubesse dos meus defeitos, mas que também conseguisse ver minhas qualidades.
         Sempre quis alguém com quem eu pudesse ser eu mesma em tempo integral... Maquiada, mal arrumada, sorrindo muito ou puta da vida! Sem máscara, sem frescuras.
         Sempre quis alguém que olhasse na mesma direção que eu, que tivesse sonhos – ao menos – parecidos com os meus, que apostasse nos meus e dividisse os dele comigo.
         Sempre quis um cara que beija bem!
         Sempre quis um homem que amasse ser pai e fosse o protetor do nosso lar.
         Sempre quis um amor que entendesse as fases ruins de um relacionamento, que pegasse na minha mão quando o “DESISTIR” batesse em nossa porta e me encorajasse à continuar, a superar.
         É isso que eu tenho! E aí eu te pergunto: o romance, a flor em cima da cama, o bilhete apaixonado, o café trazido pela manhã são MARAVILHOSOS, né? Sem dúvida! Quando param de acontecer, fazem uma falta danada... mas fala a verdade: com tudo isso que eu tenho, eu preciso MESMO exigir cena de novela? Eu não!!! Eu quero é AMOR DE VERDADE! E isso eu tenho!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

SINALIZAÇÃO INTERNA!

         Seria bom se pudéssemos colocar placas de trânsito em nossa vida e no nosso coração. Bom seria se pudéssemos ver as placas dos outros também.
  
         Dê a preferência. Pare. Proibido estacionar. Proibido estacionar e parar. Curva à direita. Pista escorregadia. Cuidado. Atenção. Diminua a velocidade. Sentido obrigatório.

         Ah, se fosse possível... Usaríamos tantas dessas, né? E seria bem mais fácil. Ninguém seguiria quando a ordem fosse PARAR, e ninguém estacionaria na sua – e nem pararia, pelo menor tempo que fosse, quando a placa indicasse que era proibido.
         Evitaríamos tanto mal estar com pessoas queridas, com as nem tão queridas assim, e conheceríamos as pessoas imediatamente... ou, ao menos, saberíamos como lidar com cada uma delas (e elas conosco!).
         É muito comum andar por estradas desconhecidas, desbravar caminhos, encarar uma nova aventura, enfrentar um percurso pela primeira vez. É muito comum nos sentirmos perdidos nesses momentos e precisarmos de placas, de luzes, de setas que nos indiquem o caminho certo, a velocidade permitida... mas quando isso tudo se refere a uma pessoa e à vida humana, as sinalizações não existem e a gente segue pelo rumo, pelo instinto, pelo coração...
         Uma coisa é certa: como não há sinalização na cara e nem no coração de ninguém, corremos riscos, mas também vivemos experiências de verdade quando nos propomos a nos relacionar com alguém! Se analisarmos com coragem, esses riscos são até bons... nos ensina através das experiências, de cair e levantar, errar e acertar, magoar e fazer feliz. Só assim, no dia a dia, na vida de verdade, com as tentativas e com a coragem de tentar mais e outra vez é que nos tornamos ainda mais gente, ainda mais humanos e mais divinos.

terça-feira, 14 de junho de 2011

MINHA ORAÇÃO MAIS PODEROSA!

         Tá bom, tá bom... eu confesso: ando meio chata ultimamente. Umas frases meio “escabrosas”, uns textos reflexivos e até “nebulosos”!
         Cansei. Quero mais não! Essa não é a minha natureza! Mas é que andam acontecendo umas coisas tão tristes, tão chatas... aí não consigo guardar, preciso falar.
         Mas já falei, escrevi e pensei nelas o suficiente. Chega!
         Hoje – agora, mais precisamente – estava vendo umas fotos de uma viagem recente... eu e os MEUS... Que delícia! Impossível não deixar o pensamento viajar também. Deixei e amei a transformação da minha energia, do meu coração.
         O meu texto de hoje fala só de AMOR. Na verdade, fala da minha ORAÇÃO diária e incessante. Fala da minha oração chamada FAMÍLIA!
         Tenho estado muito distante da igreja (lugar, ambiente, construção!)... há anos, pra ser bem sincera. Ameaço voltas, ensaio retomadas intensas, mas nunca rola... Aí, inquieta que sou, outro dia me peguei pensando nisso, cheia de culpa e percebi o quanto vivo em oração. Falo com Deus tantas vezes por dia e em tantas situações diferentes. Falo como se Ele fosse um amigo íntimo (mas não é mesmo, oras??). Brigo com Ele, agradeço, discordo, discuto, dou até risadas... e nossa relação é ótima! Sem culpa, sem grilos e sem frescuras também. ADORO!
         Mas voltando ao assunto família, percebi que oro profundamente quando olho para minhas filhas, quando olho para meu marido, quando ganho um abraço de um deles ou quando quem abraça sou eu.
         Praticamente medito na hora de um beijo e na hora do nosso sagrado EU TE AMO. Eu para ele, para ela ou para elazinha. Ou o contrário: qualquer um deles para mim. É SAGRADO.
         Faço minhas orações na hora das discussões, na hora da falta de paciência, na hora do cansaço... Não necessariamente DURANTE essas horas, mas logo depois que elas passam e eu penso no que disse, no que não disse ou no tom que usei.
         Quando digo que oro quando estou com eles é porque, quando estou com eles estou com Deus, em Deus. Bem humorada, mal humorada, maquiada ou extremamente mal arrumada. Quando estou com ele, ela e elazinha, estou comigo, estou no céu, estou o mais perto de Deus que eu posso estar. E nessas horas, em todas essas horas, estou em oração... não apenas falando palavras bonitas, de olhos fechadas, de mãos dadas com quem está do lado... mas em oração verdadeira, intensa, que mexe comigo, me faz melhor, me dá saúde, paz e me faz AMOR.
         Se há uma oração mais poderosa que a do amor, da família, não me apresentaram... Não preciso ir, vestir, fechar os olhos ou olhar para falar e estar com Deus. Basta sentir o que sinto quando estou com Ele, ele, ela e elazinha. Nós cinco. Amém.
        Todos os dias e sem cessar.